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  • Trade marketing B2B: integrando o digital para atrair e converter canais

    Luiz Alexandre Wagner · 13 de janeiro de 2026

    Para gerar impacto real em vendas e fortalecer os canais, o trade marketing B2B tem sua importância. No entanto, não podemos vê-lo somente como uma função operacional. Devemos entender seu papel ativo na decisão de compra.

    Hoje, no B2B, a venda começa muito antes do vendedor. O comprador pesquisa, compara, valida e forma opinião. Quando o contato acontece, a decisão já está praticamente tomada.

    Nesse contexto, o trade marketing precisa não apenas apoiar, mas orientar a decisão, integrando conteúdo, relacionamento e estratégia comercial.

    O efeito é direto: menos atrito, ciclos encurtados e canais seguros de venda.

    Neste artigo, veja uma análise completa sobre o trade marketing B2B e sua relação com o inbound. Também mostro um case onde indico que há um caminho a ser seguido. 

    O que é Trade marketing B2B: e por que ele mudou de patamar?

    Começo minha análise do jeito mais simples: explicando o que é Trade marketing.

    Em seu artigo, a FIA define o termo assim: “o conjunto de atividades comerciais e de marketing que tem foco nos canais de distribuição dos produtos”.

    Esses são os caminhos que a empresa escolhe para fazer seu produto chegar ao consumidor final.

    Mas, eu prefiro destacar que a abordagem, especialmente no meio B2B, precisa ir além.

    Durante anos, a estratégia ficou restrita a materiais físicos e ações pontuais. Na decisão de compra que ocorria no balcão, funcionava. Hoje, não mais.

    Trade marketing não é sobre exposição. Significa estruturar a relação entre empresa, distribuidores e revendas, gerando demanda consistente ao longo de toda a cadeia.

    E, em um cenário onde a venda começa muito antes do vendedor, isso é imprescindível.

    Dados de pesquisas recentes citadas pelo levantamento Buyer’s Journey Statistics, da ZipDo Research, confirmam:

    • 70% dos compradores pesquisam antes de contatar o vendedor;
    • 47% visualizam de 3 a 5 conteúdos;
    • 60% da jornada do comprador ocorre previamente;
    • 81% pesquisam online ao fazer uma compra;
    • 50% afirmam que a conectividade entre conteúdo e engajamento influencia a decisão de compra.

    Se o trade não atua neste momento, a empresa chega atrasada.

    Trade B2B: a diferença entre presença e influência

    Vejo isso com frequência na indústria: materiais de PDV bem produzidos, treinamentos pontuais, campanhas cooperadas… e mesmo assim, o impacto comercial é baixo.

    Logo, imaginamos que o problema está na execução. Mas não, ele está no foco.

    Para ser eficiente, todo Trade precisa cumprir três funções estratégicas do marketing:

    • Gerar confiança, posicionando a indústria como parceira técnica, não apenas fornecedora;
    • Contribuir com o vendedor, preparando o cliente antes do contato comercial;
    • Acelerar o ciclo de vendas, eliminando dúvidas básicas ao longo da jornada.

    Quando estes pontos são considerados, o conjunto de atividades adotado cumpre sua função.

    Inbound marketing como extensão natural do trade

    Dou-me o direito de falar que o inbound marketing, amplamente conhecido no meio, é uma extensão natural do trade marketing.

    Ambos os conceitos convergem para o mesmo objetivo: atrair e engajar o público.

    O primeiro foca nos canais de distribuição (B2B), enquanto o inbound aplica essa lógica ao ambiente digital, otimizando a presença da marca em toda a cadeia de valor. 

    Ou seja, não basta entregar material. É preciso criar demanda qualificada e educar o mercado.

    Investir em um conteúdo técnico bem estruturado faz exatamente isso:

    • Constrói autoridade;
    • Reduz objeções;
    • Prepara o cliente.

    Quando o inbound entra no trade, a indústria deixa de empurrar mensagens sem objetivos, passando a orientar decisões.

    O resultado aparece nos números: vende mais porque o cliente conhece sua necessidade e já confia na solução.

    Talvez essa virada de chave lance um novo olhar sobre a forma com que a indústria apoia seus canais de distribuição.

    Foi esse o raciocínio aplicado no projeto desenvolvido pela abraind para a Balmer. Veja a seguir.

    Case Balmer + abraind: quando trade vira vantagem competitiva

    A Balmer é referência em toda a América do Sul em soluções de soldagem.

    Ela tem uma linha de produtos forte, engenharia sólida e uma reputação construída ao longo de décadas.

    Definitivamente seu desafio não era qualidade (que eles já têm!), era percepção de valor no ambiente industrial.

    Com a estratégia desenvolvida, o trade deixou de ser apenas apoio ao canal e passou a gerar demanda. Adotamos um caminho bem definido:

    • Conteúdo técnico profundo, voltado às aplicações reais;
    • Estratégia orientada a SEO e jornada de compra;
    • Integração direta com o time comercial e parceiros.

    O efeito foi imediato: o comercial recebia prospects melhor preparados, com entendimento prévio da solução e menos resistência ao processo de venda.

     

    Publicado por Luiz Alexandre Wagner · 13 de janeiro de 2026

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